O objetivo principal do programa é quebrar as barreiras que muitas vezes impedem as vítimas de acessar os canais de apoio, garantindo atendimento preventivo e comunitário.
Ampliação do Acesso e Orientação Comunitária
De acordo com o Comandante do 3º BPM, Tenente-Coronel Figueiredo, muitas mulheres que sofrem com a violência doméstica não têm a oportunidade de comparecer a palestras institucionais ou sequer conhecem os mecanismos de proteção disponíveis.
"Buscamos aproveitar essa nossa ideia e levar a todos os bairros de Pato Branco esse projeto piloto de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica", destacou o comandante.
Além de Pato Branco, a unidade móvel da Patrulha percorrerá outras cidades que integram a área de cobertura da 1ª Companhia, sendo elas:
Vitorino
Bom Sucesso do Sul
Itapejara d'Oeste
Cronograma de Atendimento Itinerante
O Tenente Drumond, Comandante da 1ª Companhia, detalhou como funcionará o roteiro da estrutura móvel. Os atendimentos ocorrerão sempre no período da manhã, das 9h às 12h30:
| Dia da Semana | Localidade / Ponto de Referência |
| Segunda-feira | Pato Branco – Praça Getúlio Vargas |
| Terça-feira | Vitorino – Praça Central |
| Quarta-feira | Pato Branco – Zona Sul (próximo ao CEU das Artes) |
| Quinta-feira | Itapejara d'Oeste – Praça Central |
| Sexta-feira | Bom Sucesso do Sul – Praça Central |
O comando ressaltou que, por se tratar de um projeto piloto, o cronograma e os locais poderão ser adaptados. Representantes de bairros, lideranças comunitárias e moradores do interior que identificarem a necessidade do serviço em suas localidades podem entrar em contato com a Polícia Militar para sugerir novas ações na agenda.
Trabalho Preventivo e de Fiscalização
A Patrulha Maria da Penha desenvolve um papel contínuo na região. A Cabo Ana Carla apresentou um panorama das ações, revelando que já foram realizados mais de 500 atendimentos individuais.
O trabalho das equipes envolve:
Identificação de demandas: Avaliação se a vítima necessita de apoio psicológico ou se enfrenta dependência financeira do agressor.
Fiscalização de Medidas Protetivas: Verificação do cumprimento das ordens judiciais e, se necessário, contato direto com o autor da violência para devida orientação legal.
Ações Educativas: Realização de palestras preventivas direcionadas a idosos, mulheres, homens, crianças e adolescentes.
Estudo de Casos: Análise detalhada dos índices e ocorrências de feminicídio para o aperfeiçoamento das estratégias de segurança.
A estrutura itinerante funcionará como um ponto de apoio integrado, e a Polícia Militar convida os órgãos municipais e demais agentes da rede de proteção para que participem do espaço, auxiliando no esclarecimento de dúvidas e no fortalecimento do acolhimento às mulheres.
Precisa de ajuda ou quer denunciar?
190: Polícia Militar (Emergência)
180: Central de Atendimento à Mulher (Orientações e denúncias)
Não se cale. Denuncie!