Com aulas gratuitas oferecidas por meio de recursos de emendas impositivas e apoio da comunidade, o projeto se consolida como uma ferramenta essencial de inclusão, cidadania e transformação social. Atualmente, o Gingado Novo atende mais de cem participantes — com idades que vão dos 5 aos 70 anos — espalhados por núcleos em diversos bairros da cidade, como Aldeia Glória, São Roque, São Cristóvão, Industrial e Novo Horizonte.
Esporte que afasta das telas e transforma vidas
Para os organizadores e mestres da capoeira, o evento é o ponto alto do ano letivo. O contramestre Fofão (Rodrigo Pereira) destacou que o objetivo principal é inserir as crianças na cultura, na arte e na educação da capoeira, oferecendo uma alternativa positiva e tirando-os das ruas.
A visão é compartilhada pelo Mestre de Ponteiro de SP (Jair de Souza Batista), que ressaltou a importância da graduação como um incentivo para os alunos continuarem treinando firme durante todo o ano. Ele também chamou a atenção para um dos maiores desafios da atualidade: o uso excessivo de telas. Segundo o mestre, a capoeira atua como um antídoto contra o sedentarismo e o vício digital, ajudando a aliviar o estresse e a ansiedade dos jovens.
Conquistas e novos recursos
Além da emoção dos batizados e das trocas de corda — como o caso da jovem Sophia Xavier Narciso, de 12 anos, que celebrou sua graduação para a segunda corda após dois anos de dedicação —, o projeto recebeu recentemente um reforço fundamental: uma van adaptada e decorada para auxiliar nas atividades e no transporte seguro dos participantes.
O Festival da Primavera reafirmou que a capoeira em Pato Branco vai muito além de golpes e ginga: é uma verdadeira rede de apoio, esporte, cultura e convivência que continua mudando o destino de centenas de famílias.