O aquecimento das águas oceânicas influencia a circulação atmosférica, gerando um regime de chuvas irregular e temperaturas instáveis. Segundo Leonardo Zucuni Furlan, meteorologista, a previsão para os próximos meses, especialmente durante a transição entre a primavera e o início do verão, é de uma intensificação do fenômeno, o que é popularmente conhecido como "Super El Niño".
A expectativa é de que a temperatura supere a marca de 2°C de anomalia, um indicador de alta intensidade.
Impactos no Campo e Riscos à Produção
O setor agropecuário enfrenta grandes desafios diante deste cenário. Ronaldo Coutinho do Prado, especialista, destaca os principais pontos de preocupação:
Contraste Térmico: A variação brusca entre períodos de frio intenso e calor acentuado gera um risco significativo para diversas culturas.
Riscos Específicos:
Fruticultura: Alerta para perdas potenciais.
Cereais de Inverno: Culturas em fase de florescimento agora em agosto enfrentam alto risco devido à possibilidade de geadas.
Humidade e Colheita: A umidade constante será um desafio, exigindo atenção redobrada dos produtores.
Doenças e Problemas Operacionais: O excesso de umidade favorece o surgimento de doenças fúngicas e prejudica as operações de campo.
Eventos Extremos: Chuvas concentradas podem causar enchentes, alagamentos e deslizamentos, além de danos causados por temporais, granizo e ventos fortes.
Conclusão e Próximos Passos
O acúmulo de chuvas já é uma realidade; em julho, diversos municípios paranaenses registraram mais de 100mm de precipitação em apenas um dia. Diante do cenário de um período crítico para o Sul do Brasil, a preparação e a atenção às previsões meteorológicas são essenciais para mitigar perdas.
Nos próximos dias, traremos uma série de reportagens detalhando como o El Niño impacta culturas específicas, começando amanhã pelo milho, e como os produtores podem se preparar para enfrentar este fenômeno.