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Três novas empresas passam a ser incubadas no Parque Tecnológico de Pato Branco

Três novas empresas passam a ser incubadas no Parque Tecnológico de Pato Branco ITECPB inicia novo ciclo com lotação máxima e foco no fortalecimento do empreendedorismo tecnológico regional. A manhã desta terça-feira foi marcada por uma importante celebração para o ecossistema de inovação de Pato Branco: a acolhida e integração de três novas empresas que passam a integrar oficialmente o quadro de negócios incubados na Incubadora Tecnológica de Pato Branco (ITECPB), localizada no Parque Tecnológico.

Com a entrada das novas residentes, o Parque Tecnológico atinge a sua lotação máxima para o ano de 2026. O momento consolida uma fase de intenso dinamismo e crescimento acelerado para o ecossistema local, impulsionado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O Papel da Incubadora e o Processo de Seleção

Segundo a diretora do Parque Tecnológico, Ana Cláudia Marques, o processo de incubação oferece todo o suporte necessário para que a empresa se desenvolva com segurança, passando por consultorias, eventos, capacitação em modelo de negócios e validação de mercado, até o momento de sua graduação.

Lotação Máxima e Novas Modalidades

Rosiclei Caldato Dalagnol, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato Branco, destacou a relevância do marco alcançado: “Estamos em 'overbooking', um momento onde o Parque Tecnológico está com lotação máxima. E, inclusive, trazemos a novidade de empresas que adentram o espaço hoje na modalidade de não-residentes, mas que vêm para somar e muito no movimento do empreendedorismo tecnológico”.

A gestora reforçou que, embora o processo tradicional envolva a permanência física no espaço, a expansão para modelos flexíveis amplia o alcance e o impacto das soluções desenvolvidas por empreendedores da região e de fora dela.

Inovação no Campo: Tecnologia para a Pecuária Leiteira

Entre as iniciativas que chegam para transformar o mercado está um projeto voltado à área rural, focado especificamente na cadeia de produção de leite. Guilherme Provenci de Lima, um dos empreendedores à frente da nova solução, explicou como a ideia surgiu a partir da observação de sua própria vivência familiar.

"Percebi que em muitas propriedades o processo ainda era muito manual, anotado em cadernos. Cerca de 80% dos pequenos produtores rurais não possuem ferramentas automatizadas. Desenvolvemos um software de gestão para o gado leiteiro que evoluiu para o fornecimento de coleiras de monitoramento, permitindo ao produtor rastrear a saúde, a movimentação e o cio dos animais com auxílio veterinário."

— Guilherme Provenci de Lima, Empreendedor Incubado

Essa conexão entre a tecnologia de ponta e as demandas tradicionais do agronegócio exemplifica o perfil das empresas selecionadas pelo rigoroso edital da ITECPB, que exige alto nível de inovação, viabilidade de mercado e alinhamento com os objetivos estratégicos do município.

O Ciclo de Graduação

A cerimônia também celebrou o ciclo oposto: a graduação de empresas que completaram sua jornada de maturação dentro da incubadora. “A graduação acontece quando a empresa fecha o ciclo, tendo ficado o tempo suficiente para amadurecer seu negócio e entender seu mercado. A partir daí, ela caminha com as próprias pernas, provando que sobrevive e prospera fora dos portões do parque”, pontuou Ana Cláudia Marques.


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