Segundo a escritora e professora Cris Oliveira, o fenômeno tem sido utilizado muitas vezes como uma "muleta". Estudantes copiam e colam estruturas prontas ou buscam respostas imediatas sem passar pelo processo fundamental de ensino-aprendizagem.
O Risco da Delegação do Pensamento
De acordo com a especialista, embora a tecnologia tenha o papel de somar e auxiliar nos estudos, a dependência excessiva compromete o desenvolvimento cognitivo.
"É a primeira vez na história da humanidade que nós temos uma geração com QIs menores do que os pais", pontua Cris Oliveira, destacando o impacto do atropelamento do pensamento crítico.
Benefício: Alunos que utilizam a IA para ampliar conhecimentos, revisar textos e buscar caminhos de resolução tendem a colher bons frutos acadêmicos.
Prejuízo: Quem apenas delega o raciocínio e copia os resultados finais corre o risco de chegar a exames importantes – como o ENEM – sem desenvolver as competências exigidas.
Como Usar a IA Corretamente nos Estudos?
Para os estudantes que se preparam para vestibulares e provas de grande relevância, a recomendação dos especialistas não é banir a tecnologia, mas mudar a abordagem:
Peça suporte, não respostas: Utilize chats de IA para solicitar planos de estudo, cronogramas e orientações teóricas.
Mantenha o protagonismo: A ferramenta deve servir como um guia, mas o esforço de resolução e a construção do conhecimento devem partir do aluno.
Evite o comodismo: Delegar o processo de aprendizado compromete a autonomia intelectual a longo prazo.