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Credores do Grupo Lavoura dão novo passo importante para recuperação de créditos em Pato Branco

Credores do Grupo Lavoura dão novo passo importante para recuperação de créditos em Pato Branco Iniciativa reúne mais de 550 produtores rurais em torno da nova sociedade anônima (Unir S/A), buscando reaver um montante superior a R$ 50 milhões em valores de origem. Os produtores rurais credores do antigo Grupo Lavoura deram, nesta semana, mais um passo definitivo e estratégico rumo ao recebimento de seus créditos. O movimento, que teve início em 2020 diante de contratos não cumpridos de depósitos de grãos, avançou com a realização de uma nova reunião conjunta entre advogados e representantes da classe em Pato Branco.

Com a consolidação do Grupo Unir S/A, a iniciativa agora engloba mais de 550 produtores que buscam reaver valores que, somados na origem, ultrapassam a marca de R$ 50 milhões.

Formalização e Segurança Jurídica

De acordo com o Dr. Vicente Michaliszyn, assessor jurídico credor e membro da diretoria do Grupo Unir, a formalização institucional da nova sociedade anônima representa um divisor de águas jurídico. A estrutura jurídica foi desenhada especificamente para viabilizar a transferência de bens e imóveis do antigo grupo por meio de dação em pagamento.

"A constituição formal dessa sociedade anônima nos permite que, daqui para frente, já possamos começar a receber, em dação de pagamento, imóveis do Grupo Lavoura que serão transferidos para esta sociedade. Ela foi constituída com a finalidade específica de receber os haveres — os valores decorrentes de grãos depositados em contratos não cumpridos —, criando uma dinâmica muito positiva para que o patrimônio volte às mãos de quem é de direito", destaca o Dr. Vicente.

Histórico de Luta e Reuniões

A presidente do conselho do grupo de credores, Clemilda Dalacosta Carneiro, enfatizou o histórico de mobilização da classe desde 2020. Até o momento, foram contabilizadas 14 reuniões presenciais em Pato Branco e municípios vizinhos, além de dezenas de encontros virtuais para alinhar o processo jurídico.

Clemilda reforçou a importância da união e da paciência dos produtores para as próximas fases, que envolverão a comercialização dos ativos (UPIs criadas pelo processo de Recuperação Judicial do Grupo Lavoura) e a posterior distribuição dos recursos financeiros aos credores.

Alerta: Cuidado com Vendas Precipitadas

A principal orientação repassada pelas lideranças jurídicas e administrativas aos credores é evitar a venda precipitada de ações ou créditos com deságio excessivo. A expectativa da gestão é de uma valorização progressiva dos imóveis à medida que as pendências cartorárias e judiciais forem totalmente sanadas.

  • "Não há motivo para corre-corre ou para querer vender suas ações. Nós apostamos na valorização desses ativos, e o mercado dirá isso daqui para frente", orienta o corpo jurídico.

O grupo segue focado em blindar o patrimônio e assegurar que os créditos retornem de maneira justa e segura aos produtores rurais de Pato Branco e região.


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