De acordo com os especialistas, o inverno de 2026 será diferente do registrado no ano anterior. A previsão indica temperaturas mais amenas e uma quantidade menor de ondas de frio intenso.
"Climatologicamente falando, o inverno é seco. Este ano não vai ser. Ele também não vai ser frio como foi o passado... A gente espera que ao longo do inverno tenhamos mais chuva que o normal e um inverno ameno, com temperaturas mais elevadas", explicou Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
Primavera sob alerta de tempestades severas
Todas as regiões paranaenses devem registrar acumulados de chuva acima da média histórica, sendo a metade Sul do estado a área tradicionalmente mais afetada. No entanto, a maior preocupação dos meteorologistas está voltada para a estação seguinte.
Os modelos climáticos apontam que o fenômeno estará na transição entre moderado e forte, o que injeta mais energia na atmosfera. Como a primavera já é naturalmente uma estação chuvosa, a influência do El Niño deve tornar os sistemas meteorológicos ainda mais atuantes, resultando em tempestades severas e volumosas.
Investimento em tecnologia e novos radares
Para mitigar os riscos e melhorar a capacidade de resposta, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Simepar, está expandindo a estrutura de monitoramento. Já foi iniciado o processo para a contratação de novos meteorologistas e o lançamento de editais para os programas Monitora Paraná e Monitora Litoral, que preveem a aquisição de novos radares.
O Secretário Estadual de Desenvolvimento Sustentável, Everton de Souza, destacou a importância dessa estrutura:
"Nós temos trabalhado reforçando bastante a questão da previsão. Para que nós possamos fazer a previsão da melhor forma possível e, diante da previsão, orientar a população no sentido de se precaver... É evitar que se percam vidas, evitar que se percam bens materiais."
Defesa Civil atua na prevenção junto às prefeituras
A Defesa Civil do Paraná tem trabalhado em estreita parceria com os municípios, orientando prefeitos e equipes locais a adotarem medidas preventivas em áreas críticas. As ações incluem a emissão de alertas antecipados e o monitoramento constante de encostas sujeitas a deslizamentos.
Segundo o Coronel Fernando Schunig, Coordenador da Defesa Civil Estadual, já foram investidos mais de R$ 17 milhões em obras de macro e microdrenagem em cidades que sofrem com alagamentos históricos, como Londrina, Laranjeiras do Sul e municípios do litoral.
Além das obras físicas, os planos de contingência estão sendo testados na prática:
Morretes: Recentemente, a população em áreas de risco passou por um treinamento completo de evacuação.
Antonina: Um novo simulado de emergência e treinamento já está programado para os próximos dias devido à sensibilidade do terreno local.
Com a combinação de monitoramento tecnológico avançado, obras preventivas e engajamento comunitário, o Paraná busca reduzir os transtornos e garantir a segurança da população diante das instabilidades climáticas previstas para os próximos meses.