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Estragos causados pelo fenômeno climático atingem estruturas e mobilizam equipes em Santa Catarina

Tempestade Severa em Chapecó: Ventos de 140 km/h Destroem Barracões e Assustam Passageiros no Aeroporto Relatos impressionantes de moradores de Pato Branco que estavam no avião surpreendido pelo temporal mostram momentos de tensão e alívio após o fenômeno.

Uma forte tempestade com ventos que atingiram os 140 km/h causou cenários de destruição e prejuízos expressivos, principalmente na região Sul de Chapecó. Barracões industriais vieram abaixo e estruturas metálicas e coberturas foram arrancadas pela força do temporal, deixando empresários e moradores a contabilizar os danos, que em alguns casos ultrapassam as centenas de milhares de reais.

Momentos de Pânico na Pista do Aeroporto

A força do fenômeno climático também atingiu o aeroporto local, onde passageiros viveram momentos de forte apreensão. Entre eles estavam Célia Ismara e André Veganó, moradoras de Pato Branco, que se encontravam a bordo de uma aeronave posicionada na pista, prontas para decolar.

"Nós começamos a taxiar pela pista em direção à cabeceira para fazer a decolagem normalmente. E de repente o avião parou, mas nós começamos já a sentir um balanço estranho... O avião balançava, nossa, não tinha explicação, ele dançava na pista", relataram.

Segundo os relatos, faltavam apenas dois ou três minutos para que o avião iniciasse o voo. Com a intensidade da chuva e dos ventos, a visibilidade externa foi totalmente comprometida até que o comandante informou aos passageiros que os ventos no exterior sopravam a impressionantes 140 km/h.

Após cerca de uma hora e dez minutos aguardando dentro da aeronave — período prolongado devido aos escombros que bloquearam as escadas de desembarque tradicionais —, os passageiros conseguiram deixar o avião e depararam-se com o rastro de destruição. Apesar do susto, mãe e filha destacam o sentimento de alívio por estarem seguras, avaliando que estar na pista dentro da aeronave pode ter oferecido maior proteção em comparação a outras áreas do terminal.

Resiliência e Reconstrução

Apesar da magnitude dos estragos nas estruturas industriais e comerciais da região, o clima predominante entre os afetados é de superação. Empresários locais destacam a necessidade de erguer a cabeça e retomar as atividades frente aos desafios impostos por eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.


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