A Polícia Civil já tem praticamente elucidado o homicídio registado na manhã de quarta-feira num local de obras situado na Rua Artur Campestrini, no bairro São Francisco, em Pato Branco. A vítima, identificada como Vanderlei, acabou por perder a vida após ser atingida por vários golpes de faca desferidos por um colega de trabalho.
Poucas horas após o crime, por volta do meio-dia de quinta-feira, o suspeito apresentou-se na 5ª Subdivisão Policial (SDP) acompanhado por um advogado e entregou a arma utilizada na ocorrência, uma faca. Como já não se encontrava em situação de flagrante delito, o homem foi ouvido, interrogado e liberado de seguida, respondendo em liberdade enquanto decorrem as diligências.
Versão de legítima defesa e motivação
De acordo com o delegado Dr. Éder Oliveira, que preside às investigações, o suspeito apresentou uma versão no sentido de ter agido em legítima defesa.
As investigações apontam que a desavença entre os dois teve início na tarde do dia anterior (terça-feira), motivada por um desentendimento relacionado com a guarda compartilhada — visto que o suspeito tem uma filha com a enteada da vítima. Durante uma visita à casa de Vanderlei, a ex-companheira e a atual namorada do suspeito envolveram-se numa discussão e agressões verbais.
Na manhã seguinte, os dois homens encontraram-se no local de trabalho. Segundo o delegado, Vanderlei cobrou o suspeito pelas atitudes do dia anterior e partiu para cima dele, desferindo um soco na região do rosto e agarrando-o pelo colarinho. Foi nesse momento de exaltação que o suspeito sacou de uma faca que levava na cintura e desferiu vários golpes contra a vítima.
O laudo de necropsia confirmou que Vanderlei sofreu pelo menos cinco feridas perfurocortantes na região do tórax e cervical, além de várias outras feridas cortantes.
Investigação avançada
O caso teve uma rápida resposta policial. As autoridades deslocaram-se ao local do crime logo após o sucedido e recolheram imagens de câmaras de segurança da obra, que registaram toda a discussão e a dinâmica das agressões.
As testemunhas já foram formalmente ouvidas e os vídeos de monitoramento estão a ser analisados para complementar a instrução do inquérito policial, que prossegue para apurar todos os detalhes legais do caso.