Uma operação conjunta integrada pelas polícias civis dos estados do Paraná e do Espírito Santo culminou na prisão de um rapaz de 21 anos durante esta terça-feira
Em entrevista exclusiva ao Grupo Celinauta de Comunicação, a delegada-chefe da Delegacia da Mulher de Pato Branco, Keila Maffioleti, detalhou como a investigação teve início
O início das investigações
De acordo com a delegada, o caso começou há alguns meses na delegacia de Pato Branco, após o registro formal de um representante legal de uma vítima
No decorrer das investigações, as equipes identificaram que o suspeito era um jovem de aproximadamente 21 anos, residente no Espírito Santo e proprietário de uma loja de assistência técnica de celulares
Modus Operandi: como o suspeito agia
A investigação apontou que o indivíduo utilizava os aparelhos celulares deixados por clientes na assistência técnica para praticar o crime de aliciamento de crianças, com o objetivo de obter imagens, vídeos e conteúdos pornográficos envolvendo menores
O esquema contava com uma estratégia para dificultar o rastreio: o suspeito se apoderava de celulares de terceiros que estavam sob sua custódia para conserto, demorando mais tempo para devolvê-los
A delegada destacou que a vítima de Pato Branco não era um caso isolado
Alerta aos pais e responsáveis
Durante a entrevista, a autoridade policial reforçou que a Polícia Civil realiza um forte trabalho repressivo para identificar e punir autores desse tipo de crime, mas enfatizou que o trabalho de prevenção principal começa em casa
A Polícia Civil orienta os pais e responsáveis a monitorarem de perto o conteúdo que os menores acessam nos smartphones, com atenção redobrada aos jogos online que oferecem premiações e chats internos, principais ferramentas utilizadas por aliciadores
O investigado foi preso no Espírito Santo e o caso segue sob apuração para identificar o total de vítimas e desdobramentos judiciais