Um casal de agricultores familiares do município de Vitorino (PR) caiu no chamado “golpe do falso advogado” e teve um prejuízo estimado em R$ 3.200. O caso é mais um alerta sobre a atuação de criminosos na região Sudoeste do Paraná, que utilizam artifícios cada vez mais elaborados para aplicar fraudes financeiras.
De acordo com a reportagem apresentada pela jornalista Karoline Paim no programa Repórter Cidadão, a dinâmica do crime envolveu uma abordagem detalhada por chamada de vídeo. Os golpistas simularam uma verdadeira audiência judicial, se passando por promotores de justiça, juízes e advogados.
Acreditando na veracidade da situação — já que o processo real que motivou o contato tramita há mais de um ano —, o casal foi convencido a realizar depósitos em dinheiro sob o pretexto de acelerar a liberação e resolver a pendência jurídica.
Como funciona o golpe?
Os criminosos costumam monitorar ou obter informações de processos em andamento para dar veracidade à farsa. Eles entram em contato com as vítimas por aplicativos de mensagem ou ligações de vídeo, usando nomes falsos ou se passando por profissionais que já representam ou poderiam representar o cliente.
Com termos técnicos, postura profissional e simulação de ambientes forenses, eles induzem as vítimas a efetuarem transferências, PIX ou pagamentos de falsas custas processuais.
Alerta e recomendações de segurança
As autoridades reforçam que nenhum escritório de advocacia, tribunal, juiz ou promotor solicita depósitos em contas de pessoas físicas, transferências via PIX ou pagamentos informais para a liberação de alvarás ou andamento de processos.
Se você ou alguém que você conhece receber contato suspeito cobrando valores ou exigindo reuniões online e pagamentos:
Desconfie imediatamente de pedidos de dinheiro.
Não compartilhe dados pessoais ou bancários.
Entre em contato diretamente com o seu advogado ou vá até o escritório de advocacia oficial antes de realizar qualquer pagamento.
Procure a Polícia Civil e registre um Boletim de Ocorrência (BO).
A prevenção e a desconfiança ainda são as melhores defesas contra estelionatários que exploram a boa-fé de trabalhadores e produtores rurais.