A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 5ª Subdivisão Policial (SDP) de Pato Branco, apreendeu nas primeiras horas da última terça-feira um adolescente de 16 anos suspeito de envolvimento no homicídio de Eduardo do Amaral, de 30 anos. O crime ocorreu no dia 30 de agosto, em uma residência localizada no bairro Bonato, na cidade.
De acordo com o delegado Éder Alves de Oliveira, as investigações reuniram imagens de câmeras de monitoramento, laudos periciais e depoimentos que apontaram o jovem como o principal autor do homicídio qualificado. Durante a operação, as autoridades apreenderam duas armas brancas (uma faca e um facão) que teriam sido utilizadas na agressão.
O Crime e a Dinâmica
A vítima foi encontrada sem vida no banheiro da residência, apresentando diversas lesões provocadas por armas brancas. Segundo a Polícia Civil, já havia um histórico de conflitos e desentendimentos entre o núcleo familiar do adolescente e a vítima, que inclusive já haviam registrado boletins de ocorrência por vias de fato e lesão corporal em ocasiões anteriores.
No dia do crime, a vítima possuía uma medida protetiva desfavorável em relação à mãe do adolescente. Apesar disso, o jovem compareceu à residência e, ao tomar ciência da situação, dirigiu-se até o banheiro onde Eduardo tomava banho. O adolescente arrombou a porta e desferiu vários golpes de faca. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Motivação e Frieza na Delegacia
Conforme as investigações da PCPR, a vítima era investigada em um procedimento na Delegacia da Mulher por um suposto crime de estupro envolvendo uma pessoa com necessidades especiais — irmã do adolescente suspeito.
Em depoimento formal, o menor de idade apresentou uma tese defensiva alegando que o ato foi praticado como forma de "fazer justiça com as próprias mãos", em retaliação à suposta ofensa sofrida pela irmã. Contudo, a polícia destacou que o crime não ocorreu sob o calor de uma emoção momentânea, mas sim de forma premeditada, visto que o adolescente violou a medida protetiva de aproximação para cometer o homicídio.
O delegado Éder Alves de Oliveira relatou que o adolescente demonstrou total frieza durante os procedimentos legais. Acompanhado por sua genitora, o jovem não manifestou nenhum arrependimento, afirmando aos policiais que "fez o que tinha que fazer" e que repetiria o ato por suposta justiça.
Encaminhamento
O adolescente apreendido foi encaminhado ao Centro de Socioeducação (Cense) de Laranjeiras do Sul, onde permanece à disposição da Vara da Infância e da Juventude da comarca. As armas apreendidas serão periciadas e o inquérito policial será concluído e encaminhado ao fórum nos próximos dias.