Francisco Beltrão se tornou o centro das discussões sobre o futuro da produção agroecológica na região ao sediar, na sede da Assesoar (Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural), um encontro estratégico da Rede de Bioinsumos.
A ação uniu organizações, movimentos sociais e instituições parceiras com o objetivo principal de debater estratégias para fortalecer a produção agroecológica e acelerar a transição para modelos sustentáveis de produção de alimentos. A iniciativa complementa a atuação da rede de bioinsumos já consolidada nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Autonomia e Redução de Custos
Durante o evento, Eloir Missio pontuou a importância de democratizar o acesso aos insumos biológicos:
"Os bioinsumos já são uma ciência, um conhecimento de posse de grandes produtores que já estão se articulando. As empresas produtoras de insumos já trabalham com insumos biológicos... E o que a gente vem fazer a partir dessa política é fazer com que o agricultor mesmo possa produzir na sua propriedade os seus bioinsumos a um custo bem menor."
O encontro teve como metas centrais construir uma rede estadual de bioinsumos, alinhar estratégias conjuntas entre as entidades participantes e promover a capacitação técnica sobre o tema.
Tecnificação e Articulação Territorial
Para a agente de desenvolvimento rural/territorial Leila Klenk, a meta é consolidar os bioinsumos no cotidiano da agricultura familiar:
"Para que os bioinsumos possam ser uma grande ferramenta que já faz parte do dia a dia da agricultura familiar, mas que possam ser cada vez mais tecnificadas e que o agricultor familiar tenha autonomia na produção e no uso de bioinsumos."
Além disso, foram definidos planos de ação regionais. Elisangela Bellandi explicou como funcionará a nova estrutura de governança:
"A proposta é que a gente tenha coordenações por território e que essas coordenações por território formem a coordenação política da rede de bioinsumos no Paraná, que ela vai se ligar à rede sul de bioinsumos também."