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Pato Branco sedia hoje Salão de Robótica

Robótica no Largo da Liberdade: Tecnologia e Futuro Conectam Jovens Talentos em Pato Branco Com mais de 250 estudantes, o Salão de Robótica consolida a cidade como polo de inovação tecnológica desde o ensino básico. Pato Branco consolida, pelo terceiro ano consecutivo, a sua vocação para a inovação e o desenvolvimento tecnológico ao sediar mais uma edição do prestigiado Salão de Robótica, no Largo da Liberdade. O evento transformou-se num verdadeiro ecossistema de partilha de conhecimento, reunindo mais de 250 estudantes provenientes das redes municipal, estadual e privada de ensino, engajados em construir soluções e partilhar as suas experiências no universo da automação.

Integração Inédita e Força-Tarefa pela Educação

A grande novidade e marco histórico desta edição foi a inclusão oficial dos colégios municipais. Pela primeira vez, os alunos mais jovens do ensino fundamental integraram as competições, juntando-se aos estudantes das redes estadual e privada numa união institucional inédita.

"Temos uma força-tarefa entre Estado, Município e o setor privado. Como englobamos também colégios privados, conseguimos superar barreiras e criar um verdadeiro conglomerado focado em fazer a tecnologia acontecer para todos."Helmut Kuhl, Coordenador Local da Oficina de Robótica.

As competições foram organizadas de forma progressiva para atender a diferentes faixas etárias e níveis de proficiência, dividindo-se desde os iniciantes na categoria N0 até aos alunos mais experientes nas categorias N1 e N2.

Desmistificando a Tecnologia desde a Infância

Embora a robótica esteja comumente associada a conceitos de engenharia de alta complexidade, o evento provou que a tecnologia pode ser absorvida de forma natural e intuitiva pelas crianças. Ferramentas lúdicas e ambientes de programação em blocos permitem que crianças de 8 e 9 anos já compreendam a lógica computacional.

"Este evento demonstra que não há idade para começar. Temos crianças de 8 e 9 anos a competir. E mais: jovens de 14 anos já utilizam linguagens de programação que muitos só aprendem na faculdade. Isso prepara a educação brasileira para a transformação digital. Esse avanço não começa na universidade; começa no ensino básico, com a matemática e a ciência da programação."Cláudio Navarro, Coordenador Estadual do Projeto.

O impacto socioeconómico e formativo também foi endossado pela Secretária de Ciência e Tecnologia de Pato Branco, Rociclei Caldato Dalagnon. A secretária enfatizou o ganho comportamental que os alunos adquirem: "São profissionais que, independentemente da profissão que escolherem, poderão administrar melhor os problemas, trabalhar sob pressão e desenvolver-se com excelência."

A Voz dos Talentos: Protagonismo Juvenil em Ação

Os grandes protagonistas do salão foram os próprios estudantes, que demonstraram orgulho e domínio técnico ao apresentar os seus projetos. A equipa "Aurometers", da Escola Municipal Guido Guerra, exemplificou o elevado nível prático da competição ao desenvolver um robô autónomo seguidor de linha com desvio de obstáculos.

O jovem Benjamin Bellan explicou com clareza o objetivo do protótipo: "Montámos um robô que anda sobre uma linha preta. Ele consegue parar e desviar dos obstáculos que vamos ter na pista." O seu colega de equipa, Davi Antunes, partilhou o entusiasmo com o funcionamento prático: "A parte que mais gostei foi a dele conseguir ver a linha, segui-la, fazer as curvas e desviar."

A jornada, contudo, exige persistência. Julio Cesar destacou que o processo de tentativa e erro faz parte da aprendizagem: "O que mais gostei foi montar o robô. Às vezes a gente via que não dava certo, e então tínhamos de montar tudo de novo." Já o estudante Caio Cagol, responsável pela programação, mostrou que a robótica já faz parte da sua rotina: "Para programar foi um desafio médio, mas eu já tinha um mínimo de experiência porque andava a fazer aulas de robótica, então já sabia o mínimo para conseguir."

Próxima Paragem: Etapa Nacional

O Salão de Robótica em Pato Branco não representa apenas o fim de um ciclo de oficinas, mas sim um passaporte para o futuro. Além de impulsionar o desenvolvimento tecnológico regional, as equipas que se destacarem na competição já alimentam o sonho de representar o estado do Paraná na etapa nacional do torneio brasileiro, que será realizada na Paraíba.


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