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Cavaleiros prestam homenagem a Clevelândia que completa domingo 134 anos

Cavalaria da Tradição: Tropeiros enfrentam o frio do inverno em homenagem aos 134 anos de Clevelândia Grupos de cavaleiros de várias regiões se mobilizam em uma jornada de fé e cultura, culminando em uma grande celebração neste domingo. A história e o tradicionalismo ganham as estradas do Sudoeste do Paraná e de Santa Catarina nesta semana. Em comemoração aos 134 anos de emancipação política de Clevelândia, diversos grupos de cavaleiros estão refazendo as antigas rotas dos tropeiros para prestar uma homenagem especial ao município, cujo aniversário é celebrado neste domingo.

Desafiando o Inverno pela Tradição

Um grupo de 20 cavaleiros da Associação Tropeiros da Paz de Clevelândia iniciou a sua jornada na última terça-feira, partindo de Francisco Beltrão. A reportagem do Grupo Celinauta de Comunicação reencontrou os integrantes no interior do município de Vitorino, já no percurso de retorno.

O desafio não é pequeno. Com a chegada do inverno, os cavaleiros enfrentam baixas temperaturas e fortes geadas logo nas primeiras horas do dia.

"É um mês difícil. Passamos por geadas, às vezes até o carro de apoio não funciona por causa do gelo, mas mantemos a tradição todo ano", destaca Paulo Antônio Dolci, integrante da associação.

A Importância Histórica do Tropeirismo

A escolha do lombo do cavalo e da mula para realizar essa homenagem não é por acaso. A formação de grande parte das cidades da região Sudoeste está diretamente ligada à atividade dos tropeiros, que transportavam suínos e bovinos em direção a São Paulo e outras regiões do país em uma época onde o cavalo era o único meio de transporte disponível.

Ivan Piran da Rosa, que também participa da tropeada, reforça que a viagem dura cerca de uma semana:

"Fazemos essa tropeada todo ano no mês de junho. É uma semana inteira marchando para chegar em Clevelândia no dia certo e cantar os parabéns para a nossa cidade."

Histórias que Inspiram: Mulheres e Vizinhos na Estrada

A viagem também é marcada por histórias de superação e união regional:

  • A Força Feminina: Dona Nadir Piran da Rosa é a única mulher a integrar este grupo de cavaleiros. Prestes a completar 70 anos de idade, ela conta que andar a cavalo é uma forma de reviver o próprio passado, já que na sua infância, no interior, esse era o único meio de transporte. "É gostoso, é maravilhoso. Não cansa de jeito nenhum", relata sorridente.

  • União entre Estados: A homenagem quebra barreiras geográficas. Quatro cavaleiros do município vizinho de Abelardo Luz, em Santa Catarina, juntaram-se à comitiva. Segundo o cavaleiro Toni Freitas, a participação é uma forma de retribuir a parceria: "Nosso município faz divisa com Clevelândia e nós sempre viemos para fazer essa homenagem."

O Grande Encontro

Assim como os Tropeiros da Paz, outros grupos de cavaleiros saíram de cidades ainda mais distantes com o mesmo objetivo.

O grande ponto de encontro de todas as comitivas está marcado para este domingo, às 10h, na praça central de Clevelândia. A expectativa é de uma grande festa para celebrar a cultura gaúcha e a história viva de um dos municípios mais tradicionais da região.


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