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Pato Branco vai regulamentar uso de ciclomotores e patinetes

Pato Branco inicia debates para regulamentar o uso de ciclomotores e patinetes elétricos A popularização dos patinetes e ciclomotores elétricos tem transformado a mobilidade urbana em diversas cidades brasileiras. Embora tragam praticidade, o aumento desses veículos nas ruas também acende um alerta para a segurança no trânsito. Para antecipar problemas e garantir uma convivência harmônica, a prefeitura de Pato Branco deu início às discussões para a criação de uma regulamentação local para o setor.

Uma reunião realizada recentemente reuniu representantes da Prefeitura Municipal, da Secretaria de Mobilidade, do Departamento de Trânsito (Depatran), além da associação empresarial e comerciantes locais. O objetivo principal do encontro foi alinhar propostas que tragam regras claras de convivência e mais segurança para pedestres e condutores.

Prevenção contra condutas inadequadas

Diferente de outras regiões do país, onde a internet acumula registros de atropelamentos e acidentes graves envolvendo os modais elétricos, Pato Branco ainda não contabiliza ocorrências de grande gravidade. Contudo, flagrantes de condutas inadequadas já começaram a circular na cidade, justificando a urgência do debate.

O prefeito de Pato Branco, Geri Dutra, destacou os principais pontos de preocupação que motivam o poder público a agir de forma preventiva:

"Infelizmente é muito comum nós vermos menores conduzindo, furando o sinal, usando esses veículos nas calçadas, em velocidades elevadas e até empinando. Tem muitas coisas que são de risco. E aí se a gente leva em consideração que não se tem capacete e que esses veículos já permitem uma velocidade elevada, são todos pontos para se pensar em uma regulamentação." — Geri Dutra, Prefeito de Pato Branco

Expansão do mercado local

O debate ocorre em um momento de forte aceleração nas vendas desse tipo de transporte no município. Apenas no primeiro semestre deste ano, uma única empresa do setor na cidade comercializou entre 180 e 200 unidades de motos elétricas. Com a proximidade do verão, a expectativa dos comerciantes é de um incremento ainda maior no volume de vendas.

Para os empresários do ramo, a regulamentação não é vista como um entrave, mas sim como um passo necessário para consolidar o mercado com responsabilidade. Maurício García, empresário local, pontuou que o próprio setor buscou referências de sucesso — inclusive internacionais — para contribuir com o projeto de lei:

"Nós, empresários do setor, juntamente com a sociedade organizada, temos que nos preocupar sim e incentivar o nosso departamento de trânsito, a nossa prefeitura, para que a gente consiga normatizar e proporcionar mais segurança para os usuários. Nós, como importadores e empresários, gostaríamos de continuar vendendo e proporcionando isso à população, mas temos que regulamentar para que todo mundo fique tranquilo." — Maurício García, Empresário

O Futuro da Mobilidade Urbana

A conscientização dos usuários sobre o uso correto de equipamentos de proteção (como o capacete) e a definição exata de quais vias e espaços públicos são autorizados para o tráfego são os próximos passos do processo técnico liderado por Rômulo Faggion, diretor do Depatran.

Empresários como Paulo Cunha reforçam que essa tecnologia veio para ficar e que o planejamento precoce evita o caos urbano:

"É o futuro. Cidades com relevo mais plano, como no litoral (Balneário Camboriú, por exemplo), isso já está presente há dois ou três anos. Aqui está começando, mas é bom a gente ter já no início essa conscientização das pessoas sobre o uso do capacete, sobre onde pode andar, para poder todo mundo ter uma vida tranquila e não causar acidentes." — Paulo Cunha, Empresário

A expectativa é que as reuniões técnicas avancem nas próximas semanas para detalhar o texto final da regulamentação que moldará o trânsito do município nos próximos anos.


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